Helena encara os dois por alguns instantes. Vendo como os dão bem, ela decide não entrar, e sai caminhando por ai, perdida em seus próprios pensamentos. Uma súbita buzina a tira de seu transe. Assustada, ela só tem tempo de ver o ônibus que vem em sua direção. Antes que pudesse reagir, alguém a puxa para fora da rua.
- Você esta bem?? - Pergunta uma voz familiar.
Ao olhar para trás, ela o reconhece. Aquele homem moreno, alto, aqueles braços fortes que a seguravam, se chamava Roger. Sua memória, a princípio confusa, começa a clarear. Imagens e recordações deles juntos passam por sua mente. Eles se conheceram em uma festa alguns anos atrás, e vem saindo sem compromisso desde então. Ela lembrava dele, mas não conseguia evitar aquela sensação de que as memórias não eram dela, como se as estivesse vendo pelos olhos de uma outra versão sua.
- Estou sim, obrigada, um pouco abalada, mas sim, estou bem - Ela responde enquanto se solta dos braços de Roger.
- Bom, você ainda está meio pálida, mas quem não estaria não é mesmo? O que me diz de a gente ir naquele bar aqui perto? Você ta com cara de quem precisa desabafar.
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