Helena encara os dois por alguns instantes. Vendo como os dão bem, ela decide não entrar, ela sai caminhando por ai, perdida em seus próprios pensamentos. Uma súbita buzina a tira de seu transe. Assustada, ela só tem tempo de ver o ônibus que vem em sua direção. Não conseguindo sair da frente a tempo, Helena é atropelada. Ela é arremessada para trás violentamente. Seu sangue enxarca a rua. Ela perde e recobra a consciência diversas vezes. Ela se lembra vagamente da ambulância que a socorre.
Helena é levada para a sala de cirurgia às pressas. Os médicos fazem tudo o que podem, mas seus esforços são em vão. Ela perdera muito sangue e seus ferimentos eram graves.
Ela foi velada no cemitério naquele mesmo dia. Não haviam nem amigos nem parentes em seu funeral, uma vez que ninguém a reconheceu. As únicas presenças eram as do padre, que dizia as últimas palavras ao corpo sem vida, e o coveiro, que vagarosamente cobria o caixão com terra.
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