Logo ao sair do Starbuck, Helena aborda seu filho:
- Nicolas? Hey, Nicolas, espera!
- Hm? Eu conheço a senhora?
- Bom, deveria, afinal, eu sou sua mãe...
- Mãe? Olha senhora, não sei que piada a senhora ta querendo fazer, e não to com paciência pra essas brincadeirinhas.
- Não é brincadeira nenhuma, estou falando sério!
- Ta bom, ta bom, diga o que quiser. Não sou obrigado a ficar ouvindo nenhuma maluca dizer que é minha mãe. - Nicolas vira as costas e sai andando.
Sentida pelas palavras do filho, ela sai caminhando por ai, perdida em seus próprios pensamentos. Uma súbita buzina a tira de seu transe. Assustada, ela só tem tempo de ver o ônibus que vem em sua direção. Não conseguindo sair da frente a tempo, Helena é atropelada. Ela é arremessada para trás violentamente. Seu sangue enxarca a rua. Ela perde e recobra a consciência diversas vezes. Ela se lembra vagamente da ambulância que a socorre.
Helena é levada para a sala de cirurgia às pressas. Os médicos fazem tudo o que podem, mas seus esforços são em vão. Ela perdera muito sangue e seus ferimentos eram graves.
Ela foi velada no cemitério naquele mesmo dia. Não haviam nem amigos nem parentes em seu funeral, uma vez que ninguém a reconheceu. As únicas presenças eram as do padre, que dizia as últimas palavras ao corpo sem vida, e o coveiro, que vagarosamente cobria o caixão com terra.
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