Helena decide ir atrás de Dani "Quem sabe eu não encontro ela no trabalho?". Daniela trabalhava como psicologa numa clínica psiquiátrica algumas quadras pra baixo de casa. O problema é que ela saia atender pacientes em escolas públicas, e isso não era algo agendado, ela poderia estar em qualquer escola da cidade, ou mesmo nos caminhos entre as escolas e a clínica. "Bom, tentarei na clínica, eles vão saber onde ela está".
Ao chegar na clínica, Helena questiona a atendente:
- Bom dia! Tudo bom? Então, sabe se a Dani esta por ai?
A atendente era uma jovem ruiva, não devia ter mais que 20 anos. Toda nervosa, ela começa a procurar algo no sistema. Depois de alguns minutos ela finalmente responde:
- Sinto muito moça, mas aqui não tem nenhuma Dani, Daniela, ou qualquer nome do gênero.
- Sério? Hmm, bom, obrigado de qualquer jeito - Responde ela confusa.
Ainda sem entender como Dani não trabalhava lá, segue em direção a porta. Logo quando ela põe o pé na rua, uma voz masculina a chama:
- Helena!
Quando ela se vira, reconhece o dono da voz. Uma figura alta e musculosa, de cabelos morenos e barba por fazer. Seu nome era Roger, eles se conheceram em uma festa alguns anos atrás e vem saindo sem compromisso desde então. Ela lembrava dele, mas não conseguia evitar aquela sensação de que as memórias não eram dela, como se as estivesse vendo pelos olhos de uma outra versão sua.
- A quanto tempo! Tudo bem com você? - Ele pergunta sorridente.
- Estou bem sim, e como você está?
- Melhor agora que te vi - Ele responde com uma risadinha.
- Certo - Responde ela franzindo a testa - você sabe por onde a Dani anda? Não consigo ligar no celular dela.
- Hmm, não conheço nenhuma Dani, mas o que você me diz de sairmos e colocar a conversa em dia?
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